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O
fotógrafo gaúcho Rafael
Johann, no início deste ano,
viajou para o norte do Brasil, com a idéia
de visitar e ao mesmo tempo desenvolver
sua fotografia, nos grandiosos ambientes da
floresta amazônica. Seu intuito principal
era o de documentar, por intermédio
de técnicas experimentais de fotografia
pinhole, as plasticidades naturais da grande
floresta, mas para dar início do seu
trabalho ele primeiro tinha que "sentir"
um pouco os ambientes que tinha planejado
fotografar. No dia seguinte após a
sua chegada, ele levantou cêdo pela
manhã e foi caminhar em umas formações
da floresta amazônica que ficava perto
de onde estava instalado, munido de uma câmera
35 mm com um filme colorido de ISO 100, para
qualquer eventualidade. Entrou na grande mata
lentamente e começou a ambientar-se,
sentir a densa atmosfera úmida daquele
mundo natural, vegetal e animal. Ouviu fracamente,
sobre sua cabeça, gorgeios de alguns
pássaros nas copas das grandes árvores,
o barulho de águas em movimento de
algum córrego ali perto, e, percebeu,
pelo canto dos olhos, alguns reflexos nas
folhagens de matinais raios solares que respladeciam
sob a ação de uma leve brisa
que soprava levemente evidenciando umas instigantes
luzes "dançantes" provenientes
dos reflexos lhe chamaram a atenção.
Pegou a sua câmera, levou o visor aos
olhos para enquadrar algo e teve uma agradavel
surprêsa.Com a densa umidade do ar a
objetiva da câmera condensou, transformando
aqueles reflexos nas folhagens em luzes etéreas,
cheias de magias, contracenando com os escuros
da mata, dançando ao sabor de uma leve
brisa matinal, como se fossem um grupo de
espíritos guardiões da grande
floresta que por alí passavam. Rafael
nem pensou em desenbaciar a objetiva e fez
algumas tomadas fotográficas para documentar
aqueles breves e belos momentos mágicos,
que aqui ele nos apresenta como o ensaio "espíritos
da floresta". Mario Bitt-Monteiro
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Copyright
2007 - Rafael Johann |
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